Afinal, por que falar de Jurimetria!?

Diante do grande volume de informações produzidas, armazenadas, recebidas e, de forma generalizada, disponibilizadas na internet, o momento presente foi carinhosamente denominado de “Era dos Dados”. Uma vez que os avanços tecnológicos adentraram, em diferentes proporções, os setores da sociedade, falar e compreender dados deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade.

É nesse contexto que, na medida em que a temática “dados” alcança o universo jurídico, surge o conceito de Jurimetria. Segundo a ABJ (Associação Brasileira de Jurimetria), pode ser definido como “estatística aplicada ao Direito”. Eficaz para descrever diretamente e abrangente para compreender a prática, este conceito pode ser melhor compreendido como a  inserção de um olhar mais analítico e objetivo sobre o Direito. Características raramente atreladas ao setor, já que apesar da rigidez normativa, se consideradas suas distintas interpretações e a capacidade humana de criar eventos estranhos à letra da lei, trata-se de uma área marcada por demasiada subjetividade.

Sendo assim, em vista das variáveis que os fenômenos jurídicos apresentam, analisar dados de modo a obter resultados com o mínimo de solidez, que orientem importantes tomadas de decisão, implica na implementação de métodos extremamente qualificados para obtenção e gestão destes dados – a exemplo dos softwares jurídicos, para garantir a confiabilidade dos indicadores gerados a partir destes. 

Dentro do universo de plataformas em desenvolvimento, voltadas para área jurídica, o que almeja-se, de um modo geral, é a elaboração de modelos que a partir de probabilidades possibilitem a “previsão” de determinados resultados. A referida lógica pode ser aplicada aos aspectos financeiros dos litígios, da matéria, etc.
Exemplo: considerando os P processos da matéria M, no Tribunal T, com os A argumentos, a quantidade de decisões favoráveis foi F.

Ainda, vale salientar, para que as mudanças ocorram e os aprimoramentos nos processos analíticos sejam bem sucedidos, assim como o Direito, os advogados já não podem ser mais os mesmos. Do que valeria a implementação de um “super software extrator de indicadores fantásticos” sem a existência de uma equipe apta a interpretá-los e usá-los em concordância aos objetivos da empresa/departamento? Ou seja, o que se observa é uma movimentação intensa das demandas de mercado na direção da interdisciplinaridade. No qual advogados também precisam entender fundamentos estatísticos, saber construir “storytelling” com dados, entre outras habilidades até então “divorciadas” do ramo.

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